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13 razões para ninguém assistir 13 Reasons Why Apologia ao suicídio, enrolação e clichê, foram alguns dos motivos para eu ter ODIADO 13 Reasons Why.

Essa semana assisti um seriado muuuito falado desde o seu lançamento no Netflix: 13 Reasons Why. Não me contive em escrever sobre ele, já que eu achei uma POR-CA-RI-A. Eu sei, eu sei. Está fazendo o maior sucesso e minha opinião é quase que irrelevante, mas não custa a vocês lerem o que eu realmente tenho para falar sobre isso (não parem de ler aqui, por favor).

13 Reasons Why é uma série americana baseada no livro homônimo escrito pelo norte americano Jay Asher. O seriado deveria acompanhar a personagem Hanna, que cometeu suicídio, mas nós acompanhamos Clay, amigo de Hanna. Certo dia (logo no primeiro episódio), o rapaz encontra na porta de casa uma caixa com algumas fitas cassete gravadas pela falecida, contando os motivos pelos quais ela chegou à conclusão de que deveria tirar a própria vida. Na verdade, na verdade… 13 “PESSOAS” que a levaram a fazer isso. Cada lado dos tapes é um episódio, contando sobre um dos personagens.

A lista contém alguns spoilers, leia por sua conta e risco.

Segue minha humilde lista com 13 razões para você não assistir à 13 Reasons Why:
1 – O seriado é, no mínimo, confuso. Eles trataram de tantos assuntos polêmicos que, no final das contas, o expectador perde o foco do suicídio. Existe a luta contra a homofobia, o medo de se revelar “gay”, a depressão, o bullyng, a crise financeira, estupro, omissão… calma, Jay! É claro que todas essas coisas acontecem de uma só vez e todos os dias. Isso não significa que possa não haver um ponto principal. Não gostei. Próximo.

2 – 13 Reasons Why, além de confuso, é chato. Clay, o personagem principal, leva 12 episódios para ouvir a fita sobre ele. É como se estivéssemos presos à trama e nos sentíssemos obrigados a ir até o fim para saber tudo, absolutamente tudo.

3 – Acredito que todos concordemos que passar pelas situações que Hannah passou até chegar na decisão que tomou não seja nada fácil. Ainda assim, mesmo que ela tenha passado por um sofrimento terrível (que eu desprezo veementemente), a maldade pós-morte poderia passar de uma simples explicação para outros assassinatos. Todos acabaram deprimidos, oprimidos e levando o expectador a acreditar que também cometeriam suicídio. Acredito que o seriado tenha falado mais sobre vingança do que sobre bullying. Pronto, falei.

4 – Outra coisa que me preocupa é apologia ao suicídio para pessoas emocionalmente fragilizadas, principalmente o público alvo, que são os adolescentes (pesquisem sobre Efeito Werther). O expectador chega a um ponto em que passa a sentir a tristeza da suicida. É preocupante. PAIS, CUIDADO.

5 – Durante TODO o seriado, o suicídio é visto como opção, já que não existe tentativa bem-sucedida nos pedidos de ajuda que a moça faz, tanto aos amigos, quanto aos pais e à escola. Hannah mostrou perceptível transtorno e deixou clara por várias vezes sua vontade de “parar”, como ela mesma diz. Uma decepção muito grande foi com o conselheiro da escola, Kevin Porter, que ouviu da própria personagem que a mesma cometeria suicídio e a deixou “seguir em frente”.

6 – Saindo um pouco dos assuntos tensos, devo confessar que 13 Reasons Why me lembrou O Chamado, quando as pessoas passam as fitas para se manterem salvos, sabe? Como eu não gosto de O Chamado, eu ri quando pensei isso, mas o assunto é sério, então prossigamos.

7 – Metade do seriado se passa na escola, os alunos têm 5 minutos de aula e todas as matérias falam sobre “não cometer suicídio”. TODAS, isso também é sério. Eles não têm aula de matemática, história, geografia, português. Só da disciplina NÃO COMETA UM SUICÍDIO.

8 – Mais um clááássico americano – típico seriado adolescente com adolescentes idiotas que praticam bullying. Esse tópico é rápido mesmo.

9 – Uma curiosidade é que eles colocaram a música “Hey, Hey, My, My”, do Neil Young, na trilha sonora. Lembra que ela foi citada na carta suicida do Kurt Cobain? “It’s better to burn out than to fade away” é o trecho que Cobain escreveu na carta. (Esse tópico não foi um elogio, entendam.)

10 – A trilha sonora não é a melhor coisa do mundo. Destaque: The Killing Moon, da banda Roman Remainse Love Will Tear Us Apart, do Joy Division. Tópico nem tão bom, nem tão ruim.

11 –Clay parece o Edward.

12 –Hannah parece a Bela.

13- O seriado parece uma mistura de Crepúsculo com High School Musical.

Estão aí! Dos mais sérios e preocupantes até a minha singela opinião sobre o que andam chamando de seriado. Mas nem tudo está perdido: no Brasil, o Centro de Valorização da Vida registrou, desde o lançamento da série, um aumento de cerca de 100% nas chamadas e pedidos de ajuda contra o suicídio. TINHA QUE SERVIR PARA ALGUMA COISA BOA!

Não precisam acreditar em mim, podem assistir (mesmo eu apontando 13 motivos para não assistir), e tirem suas conclusões. Depois comentem aqui o que acharam, se concordam ou discordam de mim…

Estela Fiorin
Estela Fiorin
Louca das tatuagens, absolutamente canceriana, exacerbada por paixão, aventureira, ridiculamente risonha. Aficionada por livros, músicas e filmes. Mãe da Anna Júlia e escritora principiante.

19 thoughts on “13 razões para ninguém assistir 13 Reasons Why Apologia ao suicídio, enrolação e clichê, foram alguns dos motivos para eu ter ODIADO 13 Reasons Why.

  1. Concordo com qse tudo, menos com o 11, 12 e 13…. realmente, a cena do suicídio é problema…. temos ali um tutorial de suicídio. Depois que assisti, fiquei muito mal… e olha que nem adolescente sou….

  2. Só concordei em um ponto, o 2. Dormi em alguns eps e tive que retomar, pois o suspense criado em cima da fita do Clay é cansativo e chato. O que é chato também, são cenas que em nada acrescentam no contexto do filme, já que existe um suspense muito grande. São pra mim, os únicos pontos negativos da série. É bom assistir com alguém que te motive a continuar, pois vale muito a pena.
    Não achei o enredo confuso, não acho que o expectador perde o foco porque existem outros temas além do suicídio (seria muito fora da realidade se não fossem tratados outros temas normais no contexto escolar/adolescente). O fato de tratarem de suicídio em sala de aula: a escola estava mobilizada em uma campanha. Ah, e não esqueça da aula de Comunicação, que não tratou só desse tema. Clay ajudava os colegas em diversas matérias, incluindo matemática e história.
    O Clay não parece em nada com o Edward kkkkk, a Hannah é linda, branquinha e ruiva, mas não parece com a Bela, pois não é apática nem magra demais. Pelo contrário, é super expressiva. A série está longe de parecer com Crepúsculo e O Chamado, um não tem nada a ver com o outro, nem mesmo os 3 entre si.
    A trilha e ótima.
    Não vi em nenhum momento apologia ao suicídio, pelo contrário, na minha opinião e ignorância, até o 10º episódios, concordava com os demais personagens que não havia motivos para ela cometer suicídio e, quando falo de ignorância, não tinha visto o bullying por essa ótica, o quão grave pode ser. O estupro também foi mostrado de forma a chamar a atenção, e enfim, a série mostra como algo tão sério pode ser evitados se as pessoas não forem tão egoístas… mostra o sofrimento dos pais, mediante ao suicídio de um filho, enfim, acredito que faz um possível suicida pensar duas vezes, tanto que os pedidos de ajuda aumentaram após a série, em uma época onde o Baleia Azul é uma modinha.
    Para uma série de apenas 1 temporada, vale muito a pena, já que 1 temporada geralmente deixa muito a desejar em um enredo.

  3. Nossa !!!

    A sua leitura foi muito fria e distante. Parece que a “sua verdade” é sobre criticar na superfície de seus interesses, enquanto a verdade da série é sobre uma problemática maior e muito mais significativa. Sei lá ! Você errou feio. O clichê e a enrolação se apequenam diante da inserção de temas como o estupro, bullying, suicídio e a tão chocante ausência de ajuda por parte das pessoas que faziam parte da vida da Hanna.

  4. Vou listar o meu ponto de vista referente aos motivos.

    1º A série não muda o foco do suicídio, ela mostra que bullying, crise financeira, estupro, omissão e demais assuntos podem muito bem levar o ser humano ao extremo.

    2ºLógico que demora para chegar a fita do Clay, se fosse no primeiro episódio, dificilmente assistiríamos os outros.

    3ºAcho que é um dos mais sem nexos. Mostrar que todos ao seu redor ficariam deprimidos e tudo mais se você se suicidar, mostra que as pessoas se importam sim! E você não vai querer várias pessoas sofrendo, ou até mesmo cometendo o mesmo ato.

    4ºAcredito que este seja literalmente o único motivo o qual pode ser revisto. A série realmente passa as emoções de Hannah Baker, uma garota que se suicidou. Porém mostra que o suicídio além de extremamente doloroso, deixa sequelas inimagináveis. Uma pessoa emocionalmente fragilizada quer acabar com o próprio sofrimento, mas não quer deixar um sofrimento ainda maior.

    5ºO suicídio não é tratado como “opção”, é tratado como último recurso, pois ninguém a ajudou para poder passar por isso, porém a própria Hannah fala, que uma única atitude, como o Clay ter ficar com ela na festa mesmo ela mandando ele ir embora, iria mudar tudo, ou seja, “Fala com alguém, tenta o máximo que você conseguir”.

    6ºSinceramente, totalmente sem lógica esse aqui.

    7ºSinceramente, se eles estivessem em uma aula de Geometria, eu pularia esta parte da série, já basta a que temos na escola, é óbvio que as aulas não duram 5 minutos, a série mostra apenas 5 minutos das aulas ;-;

    8ºSim, porém a forma como o Bullying é retratado aqui, não é como nos clássicos americanos

    9ºMensagem subliminar? Creio que não, a intenção é causar angústia e demais sentimentos, a música faz jus à série.

    10ºIsso não é um motivo, eu mesmo amei a trilha sonora, The Night We Met e Bored são músicas perfeitas!!

    11º, 12º e 13º não fazem sentido hahaha, “uau, parece o Edwart, não vou assistir”

    Agora a parte contraditória, a série funciona como gatilho, então vejamos isso”

    “no Brasil, o Centro de Valorização da Vida registrou, desde o lançamento da série, um aumento de cerca de 100% nas chamadas e pedidos de ajuda contra o suicídio.”

    A série ajudou vários adolescentes, e continua a ajudar, aquilo que é chamado de “Gatilho” como o efeito Werther, está funcionando como efeito contrário, está funcionando com incentivo para as pessoas realmente procurarem ajudas de especialistas, para evitar um sofrimento imenso e sem fim!!

  5. Fico muito feliz que haja discussão sobre o assunto, Paulo! Obrigada pelo comentário e pelas críticas. Levarei em consideração no próximo artigo.

  6. Oi Alexandre! Leitura “muito fria e distante” machucou, cara! Rs… Brincadeiras à parte, eu concordo com você em relação à profundidade do assunto. Esse post não tem cunho psicológico, mas obtive um feedback muito relevante sobre o assunto e as discussões geradas fizeram aumentar o nível de responsabilidade. Obrigada pelo comentário, de verdade. Suas críticas foram levadas em consideração! Toda sexta-feira tem artigo novo e eu ficaria feliz em ter sua opinião sobre os próximos também!

  7. Oi Lu! Gostei do seu ponto de vista, de verdade. Acho interessante tantas reações ao artigo, já que é um tema que realmente deve ser discutido. Obs.: Eu não falava da aparência quando fiz a relação Clay – Edward e Hannah – Bela… me referi a adolescentes com dificuldade de aproximação ou alguma coisa parecida. Mas não leve isso em consideração. Nenhum verdade é absoluta! ;)

  8. Oi Debora! Primeiramente, obrigada pelo comentário! Sobre os tópicos 11, 12 e 13, acredito que tenha sido uma visão bastante pessoal mesmo e certamente não haveria concordância para parte dos leitores. De todo jeito, é um seriado forte mesmo. Faz pensar e repensar na vida. Um beijo!

  9. Kkkk… você foi a única que gostou, Cinthia!! Não ouvi boas críticas em relação a esses tópicos, mas muito obrigada! Você levantou minha autoestima! Rs… Um beijo!

  10. Eu ri kkk principalmente na correlação com o Crepúsculo. De fato, série muito chata.. todos os dias, sem exceção, eu tento assistir um episódio inteiro e acabo dormindo. Até o final do ano eu termino, por pura curiosidade mesmo. Concordo, o foco é vingança, e muita! O objetivo da Hanna em ter gravado as fitas é para as pessoas se sentirem culpadas pela sua morte, não foi uma forma de reflexão ou lição aprendida de ‘não façam mais isso’, é puramente para causar culpa e remorso. Vamos empurrando essa série até o lançamento da 5º temp do House of Cards hahaha

  11. O fotógrafo cansou de sofrer bullying e virou um serial killer. Sutilmente aparece ele pegando numa lista de fotos (de todos q ele tem algum desafeto), a foto do Alex, e logo em seguida o Alex aparece baleado. O seriado diz 4 tipos de individuo: o nerd bobo e sem atitude, o esperto que é querido por todos, mas na verdade é cruel com os outros pra se manter como líder, o transtornado solitário com desvios de caráter q tem os pés na obscenidade e a esquisita carente q deseja atenção de todos, tenta se enturmar com alguém que não faz parte de seu círculo de amizades nativas, como uma formiga forçando a barra pra ser amiga de tamanduás, e se dá mal sempre e em vez de procurar outra turma, decide se matar. Ela sofreu pq queria fazer parte de um cenário onde claramente não era sua área de atividade, como um dançarino querendo construir um prédio.

  12. O fotógrafo cansou de sofre bullying e virou um serial killer. Sutilmente aparece ele pegando numa lista de fotos (de todos q ele tem algum desafeto), a foto do Alex, e logo em seguida o Alex aparece baleado. O seriado diz 4 tipos de individuo: o nerd bobó e sem atitude, o esperto que é querido por todos, mas na verdade são cruéis com os outros pra se manter como líderes, o transtornado solitário com desvios de caráter q tem os pés na obscenidade e a esquisita carente q deseja atenção de todos, tenta se enturmar com alguém que não faz parte de seu círculo de amizades nativas, como uma formiga forçando a barra pra ser amiga de tamanduás, e se dá mal sempre é em vez de procurar outra turma, decide se matar. Ela sofreu pq queria fazer parte de um cenário onde claramente não era sua área de atividade, como um dançarino querendo construir um prédio.

  13. E na boa, ela tinha ajuda do Clay, sendo q o considerava nerd demais pra ela, e ficava com vergonha por ser taxada de vadia, de ter sido estuprada. Tanto é q o Clay foi o 11, antes do cara q a estuprou, nr 12, pq sabia q o Clay ia fazer alguma coisa. Ela deixou o Clay ouvir todas as fitas antes de chegar a vez dele, pra ver o drama q sentiu até ser estuprada. E mais, essa mina tb era irresponsável. Pra ficar de calcinha e sutiã na banheira de um cara q ela VIU estuprar a amiga, ela sabe, mas falar a verdade pro Clay ou até mesmo pro conselheiro, não tem coragem. Tem muitos adolescentes com crise pq não se abrem.

  14. 13 razões pela quais de eu querer da um murro na sua cara
    Primeiro você é idiota e completamente frio e depois q se você não sabe assistir série não assisti assistir série e se envolver com os personagens e chorar com os acontecimentos e tão ridículo o q você disse obs : não consigui terminar de ler seu comentário. Acabei a série ainda hoje e tão fraca de mais pra ler essa porcaria

  15. Crepúsculo com High School Musical? Não, não… Eu acho que está mais para Ken Park (de Larry Clark) sem tantas cenas explícitas. Ken Park se passa no interior da Califórnia, tem cena de suicídio, um monte de problemas, famílias disfuncionais, etc.

Obrigado por comentar! =)

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