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Mulher de Fases sim! E daí? Porque uma roqueira pode gostar do que quiser.

Você desperdiçoooou o amor, partiu e nunca mais ligo-o-ou! A dupla Sandy e Junior não existe mais, mas está eternizada na memória de tanta gente, mas de tanta gente, que eu duvido que vocês não se lembram dessa música. Como eu adoro contar o que estou ouvindo enquanto escrevo, adivinhem! Sim, hoje minha playlist está MEGAECLÉTICA e eu vou contar o motivo: atendendo a pedidos, este artigo será superpessoal e eu não estou nem aí para a opinião de vocês. Em ordem cronológica, abro o coração. ME CONDENEM.

Quantas fantasias, os sonhos de viver a vida, a sua vida te roubou? Bem, algumas noites – confesso – me trouxeram a dor desse amor, menos aquela em que eu tive o PRAZER de assistir ao show do trio KLB. Ver os três assim, de perto (claro que eu estava colada na grade), foi a realização de um sonho que eu aposto que muitas meninas da minha idade tinham. E por falar em sonho, eu tive um de verão, numa praia, com 4 semanas de amor, escutando Pedro e Thiago. Teria sido lindo, eles e eu, mas não rolou e a fase passou, a dupla acabou… ainda bem. Fala sério!

É claro que a idade vai chegando, o gosto musical vai mudando, vai seguindo o estilo do adolescente e eu, gótica poser que era, passei a ouvir Evanescence, Nightwish, Within Temptation (a vocalista tinha a voz da Sandy, pronto falei). Quem nunca ouviu Sweet Dreams, do Marilyn Manson, que atire a primeira pedra! Depois vieram Por Enquanto, com a Cássia Eller e The Reason, da banda americana Hoobastank. Também passou.

Em uma outra fase da vida, já um pouco mais velha, foi a vez de aprender a gostar de músicas… sei lá. HAHAHA. Conheci  Nenhum de Nós (Igual a Você me mata até hoje), dei de cara com Barão Vermelho e suas Flores do Mal e arrepiei MUITO ouvindo Irreplaceable, da diva Beyoncé – entendam, rapazes, vocês não são insubstituíveis.. ninguém é.

Eu poderia viajar me recordando de quando Rihanna pedia “por favor, não pare a música” ou de quando ela só mandava calar a boca e dirigir enquanto eu lavava a louça freneticamente, mas eu sempre tive minha parte romantiquinha e eu confesso que quando ouço Photograph, da banda de menininha Nickelback, sinto a mesma sensação de anos atrás. Não à toa, já que a música é um mar de recordações e a minha parte preferida é quando ele diz “Nós costumávamos ouvir o rádio e cantar junto com cada música que conhecíamos”. Me deixa, eu sou menininha.

Menininha, mas somos obrigados a crescer. Quando cresci, decidi que estava na hora de dar um passo à frente nos relacionamentos da vida. Dancei My Girl, da banda antiiiga The Temptation, com meu pai e foi uma das coisas mais emocionantes que me aconteceram na vida. Algumas horas antes disso, tirava toda a minha ansiedade ouvindo Rolling in the Deep, da famosíssima Adele. Foi um período de muitas emoções. Mas também passou.

Alguns meses depois, tive um período muito… sertanejo (não ria). Escutava a música idiota Smirnofy, da dupla Bruninho e Davi, achando que estava abalando! Tinha coreografia e tudo. Outra com coreografia foi Show das Poderosas… Se eu tivesse toda a coragem do mundo, divulgaria o vídeo. Agradeço por ser meio tímida nessas horas. Jads e Jadson também participaram – e muito! – da minha longa vida, com a música Jeito Carinhoso (moooço, essa tem história! Melhor deixar quieto) e, como estava na passagem de 24 para 25 anos, escolhi a música Put Your Hands Up!, da banda Matchbox 20, para trilha sonora. Deu certo. Não foi a melhor fase da vida, mas teve seus momentos divertidos.

Saindo do sertanejo e passando pelas vertentes do country, passei a ouvir o rei Alan Jackson (sempre quis aprender a dançar as músicas dele… já viram o clipe de Good Time? É incrível!), Zac Brown Band e minha música preferida Chicken Fried, porque sim, além da banda alemã de country rock The Bosshoss, que, além de canções autorais fantásticas, fazem covers extraordinários, tipo Toxic, da Britney e Hey Ya!, da Outkast.

Outro carinha GENTE BOA que passou pela minha trajetória musical foi Wesley Safadão. Não adianta dizer que não gosta… ele é um mito e é o melhor na área que escolheu. Por experiência de quem já foi a um show dele, posso garantir: o carisma que vimos na televisão é totalmente real. Ele é O CARA! Balada Prime só me traz boas lembranças, mas me lembro de ouvir o CD inteiro na tentativa de decorar as músicas para o show… foi divertido! Duvida? Experimentem ir de Camarote!

De certo tempo para cá, passei por Pink Floyd (sem mimimi, eles são bons sim!), The Temper Trap e Arcade Fire. Se não conhecem, está aí a oportunidade. Sugiro Coming Back to Life, Fader e Afterlife, respectivamente. Mas não é aí que quero chegar. Não por escolha, mas por indicação, passei a ouvir Loka, da dupla Simone e Simaria com Anitta. Não é que realmente tem a ver comigo? Está na minha lista de favoritas. Fica loka, myga! Esquece ele e fica loka!

Outras sugestões – que estou ouvindo MUITO – são Transborde De, um projeto do canal do Youtube Nossa Toca, que tem uma letra incrível e som muito bacana e O Bando do Velho Jack, principalmente Palavras Erradas – que música, que som, que tudo… vale a pena conhecer!

O motivo desse artigo? Não, não foi só encher o saco com passagens da minha vida. Foi, também, mostrar que você pode escolher ouvir o que quiser, independente de preferências ou estilos. As músicas que combinam com os nossos momentos são escolhas nossas. Não deixem que estereótipos ditem regras. Eu sou a favor da liberdade de escolha. E vocês? Espero que tenham gostado. EU JÁ DISSE. SEM MIMIMI. PODEM CONDENAR!

Estela Fiorin
Estela Fiorin
Louca das tatuagens, absolutamente canceriana, exacerbada por paixão, aventureira, ridiculamente risonha. Aficionada por livros, músicas e filmes. Mãe da Anna Júlia e escritora principiante.

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