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Gosta de tatuagens? Deixe sua marca! Tutorial de como não ser chato antes de ser tatuado.

Como toda pessoa tatuada (beeem tatuada) que se preze, já me acostumei a responder perguntas como “dói fazer tatuagens?”, “qual o significado desse desenho?”, “quantas tatuagens você tem?” e ouvir aquele comentário clichê “vai virar um gibi!”. Educada como sou, tento me sair bem – e acredito que você, leitor tatuado, se identifica com as respostas “dói”, “significa ‘…’, “algumas boas” e … “pois é”, com um riso contido para não transparecer a ironia, quando a real vontade é responder que “dói sim, c%#@&$ e significa que eu tive dinheiro e o tatuador teve tempo!”. Para tentar diminuir tais inconveniências, escrevo este artigo na intenção de esclarecer algumas dúvidas. Bora?

O primeiro passo para escolher uma tatuagem é saber se você é forte o suficiente para arcar com um desenho no seu corpo para o resto da vida! Sim, é eterno. Ah, mas vão te dizer que existe tratamento a laser para retirar a tatuagem – existir, existe. Você vai sentir a dor de fazer, a dor de retirar e a dor no bolso, porque não é nada barato. Vai encarar?

Sabendo que coragem não lhe falta, passemos ao desenho que vai te acompanhar para sempre. Um desenho pequeno e discreto ou um grande e chamativo? E em que parte do corpo você faria? Neste ponto é importante lembrarmos que a sociedade, apesar de evoluída, não te julgará, em um primeiro momento, pelo seu caráter ou pelo seu conhecimento e inteligência. Você será julgado pela sua aparência e isso é um fato. Talvez começar por lugares um pouco mais… escondidos, até ter a certeza de que você realmente quer isso para a sua vida, seja a melhor saída. Mesmo com todas as dicas, ainda existem lunáticos que escolhem desenhos e lugares bizarros. Macaquinhos fazendo indecências, costuras na barriga, umas imagens… “diferentes”… Na dúvida, não faça. Esse é o melhor conselho que alguém poderia dar.

Passada toda a sua pesquisa, é hora de escolher seu tatuador. Muitos deles fazem as tatuagens comercias (borboletinhas, florezinhas, âncorazinhas…) e só. Porém há aqueles que se especializaram em determinado segmento, como realismo – aquelas que parecem exatamente o que é real –, old school – também conhecida como tradicional, com poucas cores, caveiras mexicanas, corações atravessados com punhais –, new school – tipo uma releitura do estilo old, mas com mais cores, traços mais grossos – e outros como pontilhismo, aquarela, biomecânica e por aí vai. A dica é conversar com pessoas tatuadas, ter referências, conhecer os estúdios, para ter certeza da higiene do local e procurar um possível certificado de especialização ou premiação e dar uma olhada no portfólio da pessoa que você escolheu.

Tudo zerado? Todos os passos concluídos? É hora de fazer! Feito? “Vou sair lindo e maravilhoso, debaixo desse segundo sol aconchegante e pegar uma piscina!”. Não, querido, você não vai fazer isso por um certo tempo. Todo cuidado é pouco quando você machuca sua pele e precisa de cicatrização. Os cuidados que a tatuagem precisa serão relatados pelo seu tatuador mas, generalizando, citaremos alguns que – repito: GENERALIZANDO! – devem ser tomados por pelo menos 1 mês. Lave a tatuagem, pelo menos 3 vezes ao dia com sabão neutro; passe a pomadinha que o seu tatuador indicou; não esfregue, tampouco retire aquela casquinha inconveniente que irá aparecer com o tempo; NÃO VÁ À PISCINA, OU À PRAIA, OU À SAUNA – isso inclui evitar o sol também!. Tudo isso garantirá que a cicatrização seja perfeita e não haja despigmentação.

É importante ressaltar que existem pessoas que precisam de um cuidado especial. É legal consultar um dermatologista e avisar o tatuador em caso de diabetes, hepatites, tendências a quelóide (dificuldade na cicatrização) e, se for menor de idade, pedir uma autorização escrita dos pais ou responsáveis.

Para finalizar, um pedido – É SÉRIO! ISSO É QUASE PESSOAL! Não tatue nome do seu boy, nem da sua mina… Quem gosta de alma gêmea é o Fabio Junior! SE AME MAIS!

Obs.: Claaaaaro que eu pedi para uma tatuadora me ajudar! A Fernanda Lacerda, que atende em Goiânia, lá no Kaverna Todas as Tribos, foi a linda que me auxiliou na revisão deste artigo! Tá aí o Facebook dela… sucesso garantido!

Estela Fiorin
Estela Fiorin
Louca das tatuagens, absolutamente canceriana, exacerbada por paixão, aventureira, ridiculamente risonha. Aficionada por livros, músicas e filmes. Mãe da Anna Júlia e escritora principiante.
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