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Dia Internacional das Mulheres | Um Sexo Nada Frágil Elas desceram ~ou subiram!~ no salto para mostrar quem manda aqui!

Dia 08 de março, finalmente! Desde 28 de fevereiro de 1909 nós, mulheres, temos um dia especial só para nós – sem feriado e com muitas mensagens bonitinhas nas redes sociais! Depois de muita luta por direitos iguais, cá estamos, ainda lutando pelo nosso espaço e com todas as funções, como qualquer boa mulher tradicional – cuidar da casa, dos filhos, enfim.

No meio de toda essa história, com o passar dos anos, mulheres decididas e incríveis tomaram espaço no mundo através da música, da literatura, da ciência e de tantas outras vertentes que existem. Esta publicação é um incentivo a todas as figuras femininas e fortes que têm sonhos e não têm medo de correr atrás deles. E é ao som da diva Madonna que lhes escrevo.

Já que falamos dela, continuemos! A Rainha do Pop, hoje com 58 anos, iniciou sua carreira em 1977 como dançarina de dança moderna e foi em 1983 que lançou seu primeiro álbum – “Madonna”, porque ela merecia autointitular um álbum! Daí em diante, vieram só sucessos, como Like a Virgin, Papa Don’t Preach (regravado pela Kelly Osbourne, numa versão que nem compete com a original), Hung Up e outros infinitos singles, que seria impossível descrever aqui, ou então falaríamos somente dela.

Mas, para quem acha que tudo é flor na vida da cantora, não deve saber de muita coisa: Madonna perdeu a mãe para o câncer de mama em 1963 e se viu obrigada a cuidar dos irmãos e de todas as tarefas que competiam à matriarca falecida. Alguns problemas familiares, como as namoradas e o casamento do pai tornaram a diva um tanto… rebelde, o que a fez aprender a seguir a vida sozinha e iniciar esta carreira brilhante.

Vamos falar de Brasil, meu povo? Poderíamos citar muitas personalidades brasileiras – a divisora de águas na música brazuca, musicista e militante abolicionista Chiquinha Gonzaga, que compôs a marchinha de carnaval – totalmente atual, diga-se de passagem – Ô Abre Alas; a melancólica – mas diva – Maysa, dona da música Meu Mundo Caiu; as lindas Gal Costa e Rita Lee (quem nunca ouviu Ovelha Negra, que atire a primeira pedra!), mas é de Elis Regina que quero falar.

Elis Regina Carvalho Costa, nascida em 1945 – e já falecida, infelizmente – iniciou a carreira em 1961, segundo a própria cantora, para ser a segunda Celly Campello (que adora um Banho de Lua). Dona de uma voz inigualável e uma postura digamos… diferente para o cenário da época, a cantora faleceu devido a overdose de cocaína (dizem).

Os gêneros musicais de Elis foram tão diversificados quanto sua vida – a música popular brasileira ganhou uma intérprete incrível para bossa nova, samba, rock e jazz. Sua voz soou aos ouvidos dos sortudos da época cantando Milton Nascimento, Belchior, Renato Teixeira, Ivan Lins, Vinicius de Moraes e uma infinidade de personalidades. Como Nossos Pais, Águas de Março, Maria-Maria e Romaria tocam – e muito – até hoje.

Saindo do cenário musical, passemos à literatura, ainda falando da nossa pátria amada. Hilda de Almeida Prado Hilst, mais conhecida como… Hilda Hilst, nasceu em 1930 e foi poetisa, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. Considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX, esta “dona” coleciona vários prêmios de literatura e traduções de textos para o inglês, francês, italiano e alemão. Falecida em 2004, foi homenageada com a inauguração do Instituto Hilda Hilst, que está localizado na Casa do Sol, em Campinas – SP, e conta com todo o acervo da escritora.

Voltando aos gringos – às gringas! – Agatha Mary Clarissa Christie, popularmente conhecida como Agatha Christie – minha preferida, confesso – nasceu em 1890, na Inglaterra. Devido aos seus brilhantes textos, foi considerada a romancista mais bem sucedida da história da literatura popular mundial em número total de livros vendidos! As traduções de seus livros passaram de 100 idiomas e sua obra Ten Little NiggersO Caso dos Dez Negrinhos, para nós, brasileiros – é o romance policial mais vendido da história! Em 1971 foi condecorada pela rainha do Reino Unido, Elizabeth ll, com o título de Dama do Império Britânico. Está bom ou quer mais?

Poderíamos, ainda, citar tantas outras figuras importantes em tantos outros gêneros, como no esporte, por exemplo, com nossa invencível Marta, atacante que já ganhou cinco vezes o título de melhor jogadora de futebol do mundo; a pintora, desenhista e tradutora Tarsila do Amaral, que foi uma das figuras centrais da primeira fase do movimento modernista no Brasil; Carmem Miranda (que jamais poderia ficar de fora desta lista!), que foi a primeira sul-americana a ser homenageada com uma estrela na Calçada da Fama; Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado e foi responsável pela criação da Lei Maria da Penha, criada em 2006. Senhor amado, a quantidade é quase infinita!

De toda forma, nosso objetivo é mostrar a todas as leitoras que nós fazemos a diferença – sim! – mesmo que não seja lavando, passando e cozinhando – o que é muito digno, por sinal! Cada uma de nós tem o livre arbítrio de escolher o que quer para a própria vida e o direito de correr atrás dos nossos sonhos.

A todas vocês, sonhadoras e realizadoras, nosso Parabéns e desejo de que, um dia, sejamos reconhecidas em todos os 365 dias dos benditos anos que virão por aí!

 

Estela Fiorin
Estela Fiorin
Louca das tatuagens, absolutamente canceriana, exacerbada por paixão, aventureira, ridiculamente risonha. Aficionada por livros, músicas e filmes. Mãe da Anna Júlia e escritora principiante.
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