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Bandas com Nomes ~Levemente~ Estranhos Bátima & Robson, Pearl Jam e Biquini Cavadão têm mais em comum do que você imagina!

Caros leitores, vocês já devem ter percebido que no mundo acontecem coisas estranhas… Coisas estranhas partem de pessoas estranhas e – eu garanto – isso é o que não falta! São ações, reações, que influenciaram e ainda influenciam para que novas bizarrices possam surgir. A partir desta teoria – e do fato de que eu sou apaixonada por música –, me vi obrigada a compartilhar com o público deste site um assunto, no mínimo, engraçado: nomes esquisitos de bandas.

Para alguns estilos e nacionalidades, nomes estranhos são quase comuns. No sertanejo, por exemplo, quem nunca ouviu falar da dupla Nem Ly & Nem Lerey? Existem outras, como Bátima & Robson (falaremos sobre estes personagens mais à frente), Conde & Drácula (Oi?) e Monetário & Financeiro (acredito que eles não precisavam de empresário…). E não para por aí! No cenário internacional não é muito diferente: já ouviram falar de Pearl Jam? Sabem o motivo do nome? Nada mais é do que o nome da avó do vocalista Eddie Vedder, Pearl, com o doce mais gostoso que ela fazia, geleia! – que, no inglês, é jam. Entendeu? Quer outros exemplos? Pensem comigo na origem de cada um desses nomes e tirem suas conclusões: Red Hot Chilli Peppers (Pimentas Malaguetas Quentes Vermelhas), Nickelback (vem da expressão em inglês Here’s your nickel back = aqui está o seu troco) e Panic! At The Disco (Pânico na Balada… bem, pelo menos acertaram o nome!).

De toda forma, ainda não é aí que eu quero chegar: nosso artigo é bem brazuca. O cenário brasileiro do pop rock e do rock alternativo não deixa a desejar. Lembram-se de quando eu falei sobre o Bátima e o “Robson”? Na década de 90, surgiu uma banda chamada Que Fim Levou o Robin? e a música que leva o nome da banda fala que o Batman abandonou o Robin que, de tristeza, veio para o Brasil ser go-go-boy. Ok, fazer o quê? Vamos às próximas!

Biquini Cavadão: A banda formada em 1983, que toca uma das minhas músicas favoritas, Quando eu Te Encontrar, aceitou uma sugestão do amigo Hebert Vianna, dos Paralamas do Sucesso (o que faz sentido, já que banda é carioca, praia e tal…).

Paralamas do Sucesso: Já que citamos o vocalista ali, vamos a ela! Diretamente de Seropédica, também do Rio de Janeiro, a banda de rock começou tocando reggae e o nome foi só a sugestão do baixista, Bi Ribeiro. Todo mundo aceitou e pronto, ficou.

Kid Abelha: Dá para imaginar que eles já tiveram o nome de Kid Abelha e As Abóboras Selvagens? O nome foi escolhido durante uma transmissão ao vivo na rádio Fluminense FM. Uns aninhos depois, já no álbum “Anos 90”, resolveram encurtar o nome. Deu certo, Paulinha!

Patu Fu: A banda, que já foi considerada uma das 10 melhores bandas de todos os tempos (fora dos Estados Unidos!) pela revista Time, toca um rock alternativo, misturando música experimental e flertando com música eletrônica em certas faixas. O nome é criativo e interessante: em uma tira do Garfield, ele pratica a arte marcial “gato-fu”. Trocando o G pelo P, surgiu essa banda genial!

Cansei de Ser Sexy: Uma das bandas brasileiras com maior repercussão internacional em 2008 inspirou o nome na diva Beyoncé, que disse em uma entrevista “I’m tired of being sexy!” (em português, o nome da banda!). Vale citar uma informação divertida: no começo, ninguém – além do baixista – sabia tocar direito os instrumentos; eles começaram a fazer sucesso depois que o Fotolog da banda apareceu na Folha de São Paulo.

Canto dos Malditos na Terra do Nunca: Meu nome preferido, diga-se de passagem, e tem inspiração em duas obras bacanas: Canto dos Malditos, de Austregésilo Carrano Bueno, e ao mundo imaginário Terra do Nunca, aquela do Peter Pan, de J. M. Barrie. A vocalista, Andrea Martins, é bastante conhecida e já gravou o Luau MTV, cantando “Luz dos Olhos” com o Nando Reis!

Por último, mas não menos importante, Móveis Coloniais de Acaju: Mais uma banda brincalhona, que supôs um conflito unindo índios e portugueses contra os ingleses… a “Revolta de Acaju”. Bem, isso nunca aconteceu, mas…

Espero que vocês saibam que a intenção deste artigo foi diverti-los por alguns minutos de leitura, não para informar necessariamente alguma coisa. Se isso aconteceu, mission accomplished! Se não, que pena!

Estela Fiorin
Estela Fiorin
Louca das tatuagens, absolutamente canceriana, exacerbada por paixão, aventureira, ridiculamente risonha. Aficionada por livros, músicas e filmes. Mãe da Anna Júlia e escritora principiante.
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